Por dentro: CIÊNCIA COM CONSCIÊNCIA

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Consciência sem ciência e ciência sem consciência são radicalmente mutiladas e mutilantes. Segundo Edgar Morin, há três séculos o conhecimento científico não faz mais do que provar suas virtudes de verificação e de descoberta em relação a todos os outros modos de conhecimento. Em Ciência com consciência, Morin alerta, então, para a necessidade de uma nova consciência para a ciência e pergunta: “A aventura científica nos conduz à catástrofe ou a um mundo melhor?” Para Edgar Morin, a ciência criou meios extremamente poderosos de transformação, manipulação e destruição, como as armas atômicas e as experiências genéticas, que ameaçam o meio ambiente. A ciência, com sua realidade multidimensional, pode reproduzir efeitos profundamente ambivalentes. O pensamento científico é ainda incapaz de se pensar, de pensar sua própria ambivalência e sua própria aventura. Nesse sentido, “Ciência com consciência enfrenta o duplo desafio: apontar problemas éticos e morais da ciência contemporânea, cujos múltiplos e prodigiosos poderes de manipulação, nascidos das tecnociências, têm imposto ao cientista, ao cidadão e à humanidade inteira o problema do controle político das descobertas científicas e a necessidade epistemológica de um novo paradigma que rompa os limites do determinismo e da simplificação, e incorpore o acaso, a probabilidade e a incerteza como parâmetros necessários à compreensão da realidade.[…] Como resposta a esses desafios, Morin, objetivamente, nos oferece, em oposição ao paradigma clássico da simplificação, os fundamentos do novo paradigma complexo, capaz de ampliar os horizontes da explicação científica, tanto nas ciências físicas e biológicas quanto nas sociais.” — Iná Elias de Castro

Ndlr : De « Pour une Raison Ouverte » ‘(pp 145-159) -première édition 1979.

        à « Pour la Pensée Complexe » (pp 161 315)

« Voici la problématique de l’épistémologie complexe.  … »

PRESENTATION DE  L’EDITEUR

 « Les sciences humaines n’ont pas conscience des caractères physiques et biologiques des phénomènes humains. Les sciences naturelles n’ont pas conscience de leur inscription dans une culture, une société, une histoire. Les sciences n’ont pas conscience de leur rôle dans la société. Les sciences n’ont pas conscience des principes occultes qui commandent leurs élucidations. Les sciences n’ont pas conscience qu’il leur manque une conscience.

Mais de partout naît le besoin d’une science avec conscience. Il est temps de prendre conscience de la complexité de toute réalité – physique, biologique, humaine, sociale, politique – et de la réalité de la complexité. Il est temps de prendre conscience qu’une science privée de réflexion et qu’une philosophie purement spéculative sont insuffisantes. Conscience sans science et science sans conscience sont mutilées et mutilantes. »

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