Olhar português do Livro ‘O Homem e a Morte’

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O livro do filósofo francês Edgar Morin “O Homem e a Morte” foi originalmente lançado em Paris em 1951. Já em Portugal pela editora Europa-América em 1988. Este foi a segunda obra lançada pelo autor.

O HOMEM E A MORTE

Publicação Europa-América – Portugal

“A morte situa-se exactamente na charneira bioantropológica. É o traço mais humano, mas cultural, do anthropos… É impossível conhecer o home sem lhe estudar a morte, porque, talvez mais do que na vida, é na morte que o homem se revela. É nas suas atitudes e crenças perante a morte que o homem exprime o que a vida tem de mais fundamental. Por isto, parece indispensável integrar a reflexão sobre a morte no estudo da antropologia.

É o facto de essa realidade ter andando ausente das preocupações dos cultores de tal ciência só pode ter tido como consequência, no mínimo, a incompletude do conhecimento do homem.

Edgar Morin, que continua a não renegar o seu estatuto de marginal do pensamento contemporâneo, apresenta neste trabalho uma tentativa magnificamente conseguida de integrar a morte nos parâmetros da reflexão antropológica. E o leitor português que já o conheça de O Paradigma Pedido não ficará surpreendido nem com a novidade das opiniões, expressas, nem com a frescura da linguagem, nem com o vigor e agilidade do pensamento. Foram essas qualidades bem presentes nesta obra, que fizeram de Edgar Morin um dos grandes do pensamento actual.”

“É impossível não ficar impressionado pela força, talvez devessemos dizer pela universalidade, da crença
na imortalidade”.

Esta imortalidade define-a Frazer exactamente como prolongamento da vida por período indefinido, mas não necessariamente eternos (a eternidade é uma noção abstrata e tardia).

(…)

A morte é, portanto, a primeira vista, uma espécie de vida, que prolonga, de uma forma ou de outra, a vida individual.

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